É bem provável que em algum momento de sua vida você tenha ouvido dizer que o Brasil não tem terremoto. Porém, saiba que não é bem assim. Um exemplo disso foi que, depois dos terremotos que atingiram a Venezuela no dia 24 de junho deste ano, os brasileiros de uma cidade no sudoeste de Mato Grosso afirmaram que, no dia 30 do mesmo mês, sentiram o chão tremer.
Estamos falando de Curvelândia, onde, segundo o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), foram registrados sismos de baixa intensidade na região. O episódio aconteceu durante a noite e chamou a atenção da população pela intensidade percebida em diferentes pontos da cidade. Apesar do susto, não houve registro de feridos ou de danos estruturais, mas o caso reforçou que tremores de terra também podem ocorrer no Brasil, ainda que com características diferentes das observadas em países localizados sobre limites de placas tectônicas.
Conforme informações do centro, o tremor foi de magnitude 2,8 na escala Richter, algo bem abaixo do que aconteceu na Venezuela. O país vizinho sofreu com terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5, os quais provocaram milhares de mortes, deixaram mais de 15 mil desabrigados e diversas pessoas desaparecidas.
Terremotos na Venezuela aumentaram atenção sobre a atividade sísmica
Os recentes terremotos registrados na Venezuela fizeram com que moradores de diferentes regiões da América do Sul passassem a acompanhar com mais atenção esse tipo de ocorrência. Em alguns estados do Norte do Brasil, inclusive, parte da população chegou a perceber reflexos dos fortes abalos registrados no país vizinho, sem que houvesse danos relevantes em território brasileiro.
Embora os contextos geológicos sejam distintos, os episódios mostram que a atividade sísmica faz parte da dinâmica natural do continente. No Brasil, especialistas destacam que os tremores costumam ser monitorados por redes sismográficas, permitindo acompanhar a evolução desses eventos e identificar rapidamente qualquer alteração considerada fora do padrão.





