A Caixa Econômica Federal anunciou novas medidas que prometem transformar o mercado imobiliário brasileiro a partir desta segunda-feira (20). O banco, responsável por cerca de 70% dos financiamentos habitacionais do país, colocou em vigor regras que ampliam o acesso ao crédito e devem injetar R$ 20 bilhões na economia.
Entre as principais mudanças está o aumento do limite de financiamento: agora é possível financiar até 80% do valor do imóvel, retomando um patamar que facilita a entrada de novas famílias no mercado.
Novas regras prometem facilitar a compra da casa própria e impulsionar o crédito imobiliário
Além disso, o teto de imóveis enquadrados no Sistema Financeiro da Habitação (SFH) subiu de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões, o que permite a utilização do FGTS em imóveis de valor mais alto — algo antes restrito a faixas menores de preço.
Com juros de até 12% ao ano, abaixo da taxa básica da economia, o novo modelo é voltado principalmente a famílias com renda acima de R$ 12 mil mensais, público que até então encontrava dificuldade em acessar crédito habitacional com condições diferenciadas. A expectativa é de que cerca de 80 mil novos imóveis sejam financiados até o fim de 2026.
Regra da Caixa Econômica na prática
Na prática, a redução da entrada exigida deve destravar o sonho da casa própria para milhares de brasileiros. Um imóvel de R$ 500 mil, por exemplo, que antes exigia R$ 150 mil de entrada, agora pode ser adquirido com R$ 100 mil.
As novas condições já estão disponíveis nas agências e no site da Caixa, que também oferece simuladores para estimar valores, prazos e parcelas. Caso o modelo se mostre eficaz, ele será adotado de forma permanente a partir de 2027.





