Se Wagner Moura subir ao palco para receber uma estatueta do Oscar em 2026, o prêmio virá acompanhado de uma regra pouco conhecida do público. Desde 1951, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas exige que todos os vencedores assinem um acordo que limita a venda ou transferência do famoso troféu dourado.
Na prática, quem conquista a estatueta não pode vendê-la livremente no mercado. Caso o premiado — ou até mesmo seus herdeiros — deseje se desfazer do objeto no futuro, ele deve primeiro oferecê-lo de volta à própria Academia pelo valor simbólico de US$ 1 (cerca de R$ 5,20 na cotação atual).
A norma faz parte do regulamento oficial da premiação e tem como objetivo preservar o valor simbólico do Oscar, impedindo que a estatueta se transforme em um item de negociação comercial.
Regras rígidas para a estatueta do Oscar
De acordo com o regulamento da Academia, os vencedores não podem vender, doar ou transferir a estatueta sem antes oferecê-la à instituição pelo valor simbólico estipulado. A mesma regra também se aplica a familiares, herdeiros ou qualquer pessoa que receba o prêmio por testamento.
Além disso, o troféu é protegido por direitos autorais e marca registrada da Academia. Isso significa que a organização mantém o controle sobre a reprodução da imagem da estatueta e sobre o uso comercial de termos como “Oscar”, “Academy Awards” e “Academy Award”.
Apesar de todo o prestígio, o custo de produção do troféu é relativamente modesto. Cada estatueta mede cerca de 34 centímetros, pesa aproximadamente 3,8 kg e é feita de bronze com banho de ouro 24 quilates. A fabricação custa, em média, cerca de US$ 400.
Neste ano, Wagner Moura concorre ao prêmio de Melhor Ator pelo filme O Agente Secreto, que também recebeu indicações em outras categorias importantes, aumentando as expectativas para a cerimônia do Oscar 2026.





