O Carnaval de 2026 pode marcar um ponto final histórico para os desfiles das escolas de samba.
A menos de 20 dias da folia, Bragança Paulista passa por um possível cancelamento das apresentações tradicionais por falta de condições legais e financeiras, o que ameaça deixar a cidade sem um de seus principais símbolos culturais. O impasse envolve dívidas, entraves judiciais e custos elevados de estrutura, e já provoca apreensão entre sambistas e moradores.
Impasse jurídico e custos elevam risco de cancelamento
O principal obstáculo é a situação da Liga Independente das Escolas de Samba (LIESB) de Bragança Paulista e das próprias agremiações, que, de acordo com o prefeito, não estariam aptas a receber verbas em 2026. A restrição tem origem em questionamentos judiciais envolvendo o antigo presidente da liga, condenado por improbidade administrativa, o que resultou na proibição de novos repasses públicos.
Além disso, a estrutura do desfile também virou um problema. Sem apoio do Governo do Estado, a Prefeitura teria de arcar com o custo das arquibancadas, estimado em cerca de R$ 800 mil. “Eu não vou gastar R$ 800 mil”, afirmou Chedid à imprensa local, ao explicar que a montagem de estruturas doadas pelo Red Bull Bragantino não ficará pronta a tempo para este ano.
Apesar da possível ausência dos desfiles, o prefeito garantiu que haverá programação carnavalesca na cidade, incluindo o evento CarnaPraça. Caso os desfiles sejam cancelados, os recursos previstos no orçamento da Cultura e Turismo poderão ser remanejados para a área da Saúde, com mutirões de atendimento.
Enquanto isso, três escolas — Dragão Imperial, Acadêmicos da Vila e Lavapés — seguem ensaiando, mesmo sem definição oficial. A Nove de Julho já anunciou que não participará da festa em 2026 devido à falta de recursos e de confirmação do desfile.





