Você acha incrível conseguir pegar no sono em segundos? Cuidado: esse “talento” de adormecer pode ser um sinal de alerta para sua saúde.
Segundo análise publicada pelo jornal La Nación, o neurologista Conrado Estol explica que adormecer extremamente rápido não é um superpoder, mas um indicativo de déficit crônico de sono.
Como não passar por fases inicias do sono pode ser prejudicial
Estol detalha que o sono saudável passa por fases essenciais: leve, profundo e REM, cada uma responsável por consolidar memória, processar emoções e liberar hormônios de crescimento.
Ignorar esse ciclo natural aumenta o risco de problemas físicos e mentais. Estudos, como o do UK Biobank, com mais de 500 mil participantes, apontam que o ideal é dormir cerca de sete horas por noite. Quem dorme menos de seis ou mais de nove horas eleva a chance de doenças cardiovasculares e demência.
O especialista lembra que o sono também influencia apetite e imunidade, e que a redução do sono profundo com a idade facilita o acúmulo de proteínas ligadas ao Alzheimer. Além disso, o sistema glinfático, que remove resíduos do cérebro durante a noite, funciona pior quando a qualidade do descanso é baixa. Estresse, cafeína, álcool e refeições pesadas atrapalham esse equilíbrio.
A importância do adormecer para o sono
Para melhorar a qualidade do sono, Estol recomenda manter horários regulares, criar uma rotina estável e atenção a distúrbios como apneia do sono, que prejudica concentração e aumenta o risco cardiovascular, mas pode ser tratada com CPAP. Quanto à sesta, o ideal é limitar a menos de 30 minutos para não atrapalhar o descanso noturno.
O neurologista reforça: dormir bem não é opcional, é tão vital quanto comer ou respirar. Um bom sono protege contra infarto, câncer e declínio cognitivo, e precisa ser encarado como prioridade de saúde pública.





