As novas medidas de segurança do Pix começaram a valer no Brasil e mudaram a forma como bancos lidam com golpes e transferências suspeitas. As alterações foram determinadas pelo Banco Central e atingem todos os usuários que possuem chave Pix ativa em 2026.
A mudança mais importante envolve o rastreamento do dinheiro roubado em fraudes. Até pouco tempo, quando uma vítima sofria um golpe, os bancos conseguiam bloquear apenas a primeira conta que recebia o valor. Agora, o sistema passou a acompanhar o trajeto do dinheiro mesmo quando ele é transferido rapidamente para outras contas usadas pelos criminosos.
Na prática, isso aumenta as chances de recuperar valores desviados em golpes digitais, principalmente em casos de sequestro-relâmpago, invasão de conta e falsas vendas pela internet.
Bancos poderão bloquear dinheiro por até 72 horas
Outra novidade que chamou atenção é a autorização para bloqueios preventivos. Se uma instituição identificar movimentações consideradas suspeitas, o valor recebido via Pix poderá ficar retido temporariamente por até três dias.
Segundo o Banco Central, a medida serve para impedir que fraudadores retirem o dinheiro antes da conclusão da análise. Caso a irregularidade seja confirmada, o valor poderá ser devolvido à vítima. Se não houver indícios de golpe, o dinheiro será liberado normalmente.
As regras também obrigam bancos e fintechs a criarem mecanismos mais rápidos para contestação de fraudes. Em muitos aplicativos, os usuários já conseguem solicitar análise diretamente pela área do Pix, sem precisar ligar para atendimento.
Especialistas avaliam que as mudanças representam uma das maiores atualizações do sistema desde o lançamento do Pix, em 2020. A expectativa é reduzir o número de golpes que cresceram nos últimos anos junto com a popularização das transferências instantâneas no país.
O Banco Central reforça que as novas proteções não se aplicam a transferências feitas por engano pelo próprio usuário, como enviar dinheiro para a chave errada.





