Uma proposta que pode impactar a rotina de consumidores e trabalhadores voltou ao centro do debate em Goiás. Embora os supermercados continuem autorizados a funcionar normalmente aos domingos e feriados após o meio-dia, uma nova discussão envolvendo sindicatos pode mudar esse cenário nos próximos meses.
O Sindicato dos Empregados no Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Goiás (Secom-GO) defende a adoção de regras mais restritivas para o setor e pretende continuar pressionando pela redução do horário de funcionamento aos domingos. A proposta prevê que os estabelecimentos encerrem as atividades ao meio-dia, como forma de diminuir a carga de trabalho dos funcionários.
A discussão acontece em meio a disputas judiciais e negociações sobre a Convenção Coletiva de Trabalho, que estabelece as normas para o funcionamento dos supermercados no estado.
Sindicato quer reduzir jornada e propõe novo modelo para feriados
Além da limitação do expediente aos domingos, o Secom-GO também estuda mudanças para os feriados. A entidade pretende apresentar um modelo com dois turnos de trabalho — um de seis horas e outro de cinco horas — permitindo que os mercados permaneçam abertos até as 18h sem aumentar a jornada dos empregados.
Segundo representantes do sindicato, a medida busca equilibrar os interesses do setor empresarial com melhores condições de trabalho para os profissionais que atuam no comércio varejista.
Apesar da proposta, o funcionamento dos supermercados após o meio-dia segue liberado atualmente. Isso ocorre porque uma decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-18) manteve suspensa uma cláusula da convenção coletiva que exigia acordos específicos para ampliar o horário de expediente aos domingos e feriados.
Com a decisão judicial em vigor, os estabelecimentos continuam operando normalmente enquanto a questão não recebe uma definição definitiva nos tribunais.
Caso as mudanças defendidas pelo sindicato avancem nas negociações futuras, consumidores poderão enfrentar uma nova realidade nos horários de funcionamento dos supermercados.





