Com apenas 12 anos e ainda cursando o ensino fundamental, o estudante Bernardo Vinício Manfredini conquistou um feito impressionante: foi aprovado no curso de Matemática da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), uma das instituições mais concorridas do país.
Bernardo decidiu fazer o vestibular por curiosidade, para entender como funciona o processo seletivo e testar seus conhecimentos. O resultado, no entanto, superou suas expectativas.
“Quando vi o resultado, fiquei muito feliz. Isso mostra que o conteúdo que eu estudei está me colocando no caminho certo para o futuro”, contou o estudante em entrevista.
A mãe, Luzia de Fátima Manfredini, professora de 45 anos, celebrou a conquista e destacou o amadurecimento do filho durante o processo.
“Foi muito gostoso viver isso com ele. O Bernardo estava feliz em participar e nós apenas apoiamos. Ele ainda tem muito a aprender, mas já consegue colocar em prática tudo o que estudou”, afirmou.
Vestibular como experiência, não como aceleração
A iniciativa de prestar o vestibular partiu do próprio Bernardo, que sempre demonstrou interesse pela área de Exatas. Após verificar que não havia impedimentos para a inscrição, a mãe decidiu apoiá-lo.
O vestibular da UERJ é dividido em duas etapas:
- Exame de Qualificação, com 60 questões objetivas de diversas áreas do conhecimento;
- Exame Discursivo, com redação e provas específicas de acordo com o curso escolhido.
Bernardo avançou até a segunda fase e realizou provas de Matemática e Física, disciplinas pelas quais tem grande afinidade. Ele conta que encarou o desafio como se estivesse participando de uma olimpíada do conhecimento.
“A Física foi um pouco mais difícil, mas fiz as questões que consegui. As de Matemática eu me senti mais seguro”, relatou.
Apesar da aprovação, a família reforça que não há intenção de antecipar a vida acadêmica do estudante.
“O objetivo nunca foi matricular ou acelerar série. A ideia era conhecer o processo, trabalhar o emocional, o controle do tempo, o nervosismo e entender como funciona um vestibular de verdade”, explicou Luzia.
Talento precoce e paixão pelos números
Natural de Araraquara (SP) e atualmente morador de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, Bernardo cursa o 7º ano do ensino fundamental no Colégio Silva Serpa.
Segundo a mãe, o interesse pela Matemática surgiu muito cedo.
“Com 3 ou 4 anos ele já observava números em placas, percebia sequências e comparava valores. Sempre teve um olhar diferente para os números”, recorda.
A escola também percebeu rapidamente a facilidade do aluno e passou a estimulá-lo com conteúdos além do currículo regular. Desde 2024, ele participa das olimpíadas cientificas e acumula mais de 80 medalhas, como: Ouro na olimpíada de Matemática do Estado do Rio de Janeiro (OMERJ), prata nacional na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) e o bronze na Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM).
Além dos estudos, Bernardo mantém uma rotina com diversas atividades como: robótica, xadrez, piano, mandarim e tênis de mesa.
“A gente segue o interesse dele e tenta oferecer oportunidades para que ele explore tudo o que gosta”, finaliza a mãe.





