A gigante americana do comércio digital Amazon anunciou nesta terça-feira (28) a demissão de 14 mil funcionários em todo o mundo, em mais uma rodada de cortes que surpreendeu parte dos colaboradores. A empresa confirmou que o impacto é global, mas não detalhou quais países ou unidades serão afetados.
Os desligamentos atingem áreas estratégicas e de suporte, como recursos humanos, publicidade e tecnologia, e estão diretamente relacionados à expansão das iniciativas de inteligência artificial dentro da companhia. De acordo com a Amazon, a medida faz parte de um processo de reorganização interna para adaptar a estrutura da empresa às novas demandas tecnológicas.
Redução de funcionários
A companhia afirmou que os profissionais afetados terão 90 dias para buscar novas oportunidades dentro da própria Amazon, e que o setor de recrutamento priorizará esses funcionários nos processos de recolocação.
Na véspera do anúncio, a agência Reuters já havia adiantado que a Amazon planejava uma redução de até 30 mil postos de trabalho, movimento que faz parte dos esforços da empresa para diminuir custos operacionais e corrigir o excesso de contratações realizadas durante o auge da pandemia.
Apesar do corte expressivo, a Amazon garantiu que a mão de obra dos armazéns, responsável pela maior parte das operações logísticas, não será afetada neste momento.
Áreas afetadas
Entre os setores impactados estão as divisões de dispositivos, Prime Video, publicidade, recursos humanos e a Amazon Web Services (AWS), unidade de computação em nuvem da empresa que enfrentou um apagão global na semana passada.
Com isso, a gigante do e-commerce reforça uma tendência que vem sendo observada em grandes empresas de tecnologia, voltada para reestruturações profundas impulsionadas pela inteligência artificial e pela busca por eficiência em tempos de incerteza econômica.





