Pesquisadores chineses descobriram que trilhões de quilos de água na superfície da Lua estão contidos em “gotas de vidro”. O estudo, publicado na revista Nature Geoscience em março de 2023, investigou amostras de solo lunar coletadas em 1970, destacando a formação dessas gotas devido a colisões de asteroides.
A pesquisa busca entender o ciclo da água lunar e sugere a presença de reservatórios de água fora das regiões polares, onde o gelo é menos comum.
A equipe chinesa analisou 150 grãos de solo lunar, identificando que essas pequenas esferas são repositórios potenciais de água. Isso levanta hipóteses sobre o papel do vento solar no reabastecimento hídrico da Lua.
A ideia anteriormente dominante era que reservas significativas de água existiam apenas nos polos, onde o gelo pode ser considerado mais preservável.
“Gotas de vidro”
As amostras do solo lunar, trazidas pela missão Chang’e-5 em 2020, revelaram que essas gotículas de vidro estão impregnadas com água. O vento solar, composto por partículas carregadas, pode transformar hidrogênio da atmosfera no solo lunar em água.
Isso sugere uma distribuição mais abrangente de água na Lua do que se acreditava antes. A descoberta não apenas desafia suposições anteriores, mas também abre portas para aplicações práticas na exploração espacial.
Potenciais da descoberta
Essas novas informações podem ter implicações significativas para futuras missões lunares. A presença de água em quantidade considerável poderia sustentar missões prolongadas, servindo de base para o estabelecimento de estações de pesquisa.
Cálculos indicam a possibilidade de existir mais de 270 trilhões de quilos de água nessas estruturas vítreas, tornando a extração dessa água uma prioridade para a sustentabilidade de longas estadias na Lua.





