Em meio às águas geladas da Antártida, pesquisadores encontraram um verdadeiro sobrevivente do tempo: a esponja-vulcânica gigante (Anoxycalyx joubini). Com impressionantes dois metros de altura e uma idade estimada em 15 mil anos, o organismo pode ser o animal mais velho ainda existente no planeta.
A descoberta foi feita no Estreito de McMurdo e intriga cientistas por sua capacidade de resistir a condições extremas de frio e pressão da profundidade dos oceanos.
Uma testemunha viva da história da Terra
Segundo a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), essa espécie é capaz de se adaptar a diferentes tipos de ambiente submarino, fixando-se tanto em rochas quanto em sedimentos macios como areia e lama.
Em alguns casos, chega até a crescer sobre detritos flutuantes — uma característica raríssima entre os invertebrados marinhos.
O segredo de tamanha longevidade está no metabolismo extremamente lento, resultado das baixas temperaturas da região. Esse ritmo reduzido faz com que a esponja cresça de forma quase imperceptível, prolongando sua vida por milênios.
Além disso, seu corpo poroso filtra grandes volumes de água diariamente, processo essencial para sua alimentação e respiração.
As esponjas marinhas são consideradas uma das formas de vida mais antigas da Terra, tendo surgido há centenas de milhões de anos. Elas desempenham papel fundamental no equilíbrio dos ecossistemas oceânicos, ajudando a oxigenar a água e servindo de abrigo para inúmeras espécies.
Estudos anteriores sugerem que algumas esponjas podem viver até 40 mil anos, mas estimativas mais recentes apontam que o limite real da Anoxycalyx joubini é de cerca de 15 mil anos — ainda assim, uma marca impressionante.
Imóvel sob o gelo antártico, esse organismo silencioso é uma verdadeira cápsula do tempo, testemunha de eras que a humanidade apenas começa a compreender.





