O diabetes pode surgir por diferentes fatores e, uma vez diagnosticado, costuma acompanhar o paciente por toda a vida. No entanto, um novo medicamento aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) promete transformar a vida de muitas pessoas que convivem com a doença.
Comercializado sob o nome Tzield, o teplizumabe, desenvolvido pela Sanofi, apresentou um alto potencial para modificar o curso do diabetes tipo 1, sendo capaz de retardar o início da doença mesmo sem a manifestação de sintomas clínicos.
Em suma, o novo tratamento atua na preservação das células beta, responsáveis pela produção de insulina, desativando os organismos imunes que as atacam. Consequentemente, a proporção de células que ajudam a moderar a resposta imune é elevada.
Segundo estudos clínicos que embasaram a aprovação da Anvisa, o Tzield demonstrou ser capaz não apenas de atrasar a progressão do diabetes tipo 1 clínico por cerca de dois anos, mas também de reduzir em 59% o risco de os pacientes passarem a precisar do uso de insulina.
Com isso, especialistas acreditam que o medicamento pode ajudar famílias a se preparar para lidar com a doença com mais tranquilidade, facilitando a adaptação e evitando uma piora no quadro por conta de problemas como o estresse emocional.
Os riscos do Tzield: efeitos colaterais do medicamento
Assim como qualquer medicamento, o Tzield também pode apresentar alguns efeitos colaterais ao ser absorvido pelo organismo, derivados de uso indevido, reações individuais ou até mesmo interações com outros medicamentos ou alimentos.
Entre os mais comuns, estão sintomas como dor de cabeça, erupção cutânea e redução nos níveis de determinadas células de defesa (glóbulos brancos). Além disso, o medicamento também pode desencadear problemas como hipersensibilidade e infecções graves.
Conforme divulgado pelo jornal O Globo, especialistas também alertam que o tratamento com o Tzield só deve ser iniciado depois que a vacinação adequada à idade for concluída, já que o medicamento pode reagir com vacinas vivas, inativadas e de mRNA.





