A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de um dos medicamentos mais usados no controle da pressão alta no Brasil, medida que afeta principalmente idosos acima dos 60 anos, público que costuma fazer uso contínuo desse remédio.
A decisão envolve um lote específico da hidroclorotiazida 25 mg, diurético amplamente prescrito para tratar a hipertensão arterial. Segundo o órgão, a ação é preventiva e busca evitar riscos à saúde causados por falhas na identificação do produto.
Erro de embalagem motivou suspensão nacional
De acordo com a Anvisa, o problema foi identificado após a constatação de um erro de embalagem. Em algumas unidades do lote afetado, o medicamento encontrado dentro da caixa não correspondia à descrição informada no rótulo, o que poderia levar pacientes a ingerirem uma substância diferente da prescrita pelo médico.
O recolhimento atinge o lote OA3169 da hidroclorotiazida 25 mg, fabricado pela MedQuímica Indústria Farmacêutica Ltda. A agência determinou a suspensão imediata da venda, da distribuição e do uso do produto em todo o território nacional.
Até o momento, não há registro de eventos adversos graves relacionados ao lote, segundo a Anvisa. Ainda assim, o órgão alerta que o erro representa um risco potencial, especialmente para quem depende do uso contínuo do medicamento para manter a pressão arterial sob controle.
Por isso, a orientação é que pacientes verifiquem com atenção se o nome do remédio, a dosagem e o conteúdo da embalagem correspondem às informações do rótulo.
Quem tiver em casa unidades pertencentes ao lote suspenso deve interromper o uso imediatamente e procurar a farmácia onde adquiriu o produto para receber orientações. Em caso de sintomas inesperados, a recomendação é buscar atendimento médico.
A Anvisa reforça que recolhimentos fazem parte do sistema de vigilância sanitária.





