A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, nesta quinta-feira (20), a suspensão da circulação de diversas canetas emagrecedoras divulgadas na internet e comercializadas sem qualquer registro sanitário no Brasil.
Segundo o órgão, sem avaliação regulatória não há comprovação de qualidade, eficácia ou segurança, o que impede fabricação, importação, venda e até a divulgação desses produtos.
A decisão envolve itens apresentados como agonistas de GLP-1, usados para fins estéticos e oferecidos ilegalmente nas redes sociais. Entre os produtos proibidos estão T.G. 5, Lipoless, Lipoless Éticos, Tirzazep Royal Pharmaceuticals e T.G. Indufar.
Oferta irregular impulsionou ação da agência
Em nota, a Anvisa afirmou que a ampla oferta desses medicamentos em plataformas digitais motivou a medida.
“As medidas foram motivadas pelo aumento das evidências de propaganda e comercialização irregulares, inclusive na internet, o que é proibido para medicamentos no Brasil”, destacou a agência.
A prática, além de ilegal, representa risco à saúde por estimular o uso de substâncias sem comprovação científica adequada.
Importação também está proibida
A Anvisa determinou que os produtos citados não podem ser importados nem para uso pessoal, mesmo com prescrição médica. A proibição específica impede a entrada das canetas em qualquer modalidade.
O órgão ressaltou que medicamentos aprovados no Brasil são acompanhados pelo detentor do registro, responsável por monitorar efeitos adversos e garantir rastreabilidade. Sem registro, esse controle não existe.
A agência também alertou que medicamentos vendidos com rótulos apenas em língua estrangeira podem levar a erros de dose e uso indevido.
Riscos com produtos clandestinos
A Anvisa reforça que itens falsificados, adulterados ou produzidos sem fiscalização ficam fora de qualquer controle sanitário, aumentando o risco de danos graves à saúde.
O sucesso de medicamentos como o Ozempic, aprovado no país desde 2019 para diabetes tipo 2 e frequentemente usado para emagrecimento, impulsionou o crescimento das versões irregulares.
O que a Anvisa recomenda
O órgão orienta que a população:
- desconfie de promessas de emagrecimento rápido feitas na internet;
- não compre medicamentos sem receita;
- verifique se o produto possui registro sanitário válido.
A agência afirma que apenas medicamentos autorizados e prescritos por profissionais habilitados podem ser utilizados com segurança.





