Pernambuco relançará o monitoramento de tubarões em julho de 2026, utilizando microchips após uma pausa de 11 anos. A Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) lidera este projeto, essencial para entender o comportamento dos tubarões na costa, reduzir incidentes e aumentar a segurança. Realizado principalmente na costa pernambucana, o projeto visa proteger tanto os banhistas quanto as espécies marinhas.
O estudo concentra-se nos tubarões-cabeça-chata e tigre, principais espécies envolvidas em incidentes na região. Pesquisadores capturam e equipam os tubarões com transmissores ultrassônicos, monitorando seus movimentos através de receptores ao longo da costa.
Histórico de ataques
Desde 1992, Pernambuco registrou 84 ataques de tubarões, com um aumento recente em praias muito frequentadas. Com os microchips, a UFRPE espera obter dados essenciais sobre o comportamento dos tubarões, ajudando a diminuir futuros riscos para humanos e promovendo políticas de conservação ambiental.
O projeto, coordenado pela UFRPE, conta com o apoio do governo estadual, incluindo a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco (SECTI-PE) e a Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (FACEPE).
Tecnologia de rastreamento
Os tubarões capturados são marcados com microchips e liberados no mar. Os chips coletam dados que ajudam a mapear as rotas dos animais, identificando padrões comportamentais.
Essa informação ajuda a entender melhor a interação desses predadores com o ambiente costeiro. Contudo, a tecnologia não fornece dados em tempo real, mas sim informações acumuladas que são posteriormente analisadas.





