Após atravessar um dos períodos mais desafiadores de sua história recente, a Azul Linhas Aéreas anunciou um reforço relevante em seu caixa e apresentou um novo plano estratégico para os próximos anos.
A companhia informou que aprovou um plano de negócios revisado e garantiu novos aportes financeiros, o que deve antecipar sua saída do Chapter 11, um mecanismo de recuperação judicial previsto na Lei de Falências dos Estados Unidos, utilizado por empresas que enfrentam sérias dificuldades financeiras, mas que ainda possuem condições de manter suas atividades.
O que muda para a Azul após o processo de recuperação nos EUA
Segundo comunicado divulgado pela empresa, a atualização do plano mantém a previsão de encerramento do Chapter 11 em fevereiro de 2026, mas com uma estrutura financeira considerada muito mais sólida.
A expectativa é reduzir de forma significativa o endividamento total, diminuir obrigações relacionadas a arrendamentos e aliviar os custos com leasing de aeronaves, além de alcançar um nível de alavancagem bem inferior ao registrado no auge da crise.
Como parte desse movimento, a Azul confirmou um novo investimento equivalente a R$ 532 milhões, valor convertido a partir de um aporte adicional de US$ 100 milhões realizado por credores e parceiros estratégicos. Com isso, o volume total de recursos previstos para a reestruturação chega a US$ 950 milhões, fortalecendo a liquidez da companhia e dando fôlego para a retomada das operações.
A empresa também informou que pretende lançar uma nova oferta pública de ações, com o objetivo de captar até US$ 950 milhões. Os papéis serão ofertados com desconto de 30% em relação ao valuation estabelecido no plano de recuperação judicial.
De acordo com as projeções divulgadas, a Azul deve sair do Chapter 11 com alavancagem líquida pro forma de 2,5 vezes o Ebitda e liquidez ajustada de US$ 811 milhões.





