Considerado a referência oficial para o Brasil, o horário de Brasília abrange a maioria dos estados do Brasil e é utilizado principalmente para unificar atividades nacionais, como horários de votação, provas e voos.
Por conta de seu nome, muitos brasileiros passaram anos acreditando que o fuso horário, que está três horas atrasado em relação ao Tempo Universal Coordenado (UTC), era aferido na região homônima. Porém, a capital federal do Brasil só batizou o sistema devido a sua localização.
Isso porque, na realidade, os horários do país são gerados pelos relógios atômicos do Observatório Nacional situado no bairro de São Cristóvão, na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro desde 1827.
Na época, o imperador D. Pedro I fundou a Divisão de Serviços da Hora Legal Brasileira, que utilizava equipamentos disponíveis no Observatório para medir o tempo por meio da observação dos astros.
Contudo, com o passar dos anos, a tecnologia evoluiu, tornando a aferição ainda mais precisa. E como todos estes equipamentos já estavam à disposição no Rio de Janeiro, o fuso horário seguiu sendo definido pelo estado, mesmo após a fundação de Brasília em 1960.
Como o “horário de Brasília” é definido: a tecnologia por trás da aferição
A transição para uma tecnologia mais precisa de aferição de horário ocorreu em meados de 1967, após décadas de pesquisa, com o surgimento de um oscilador de Césio-133 que deu início à era do “tempo atômico”, que não depende nem mesmo da rotação da Terra para definir o segundo com exatidão extrema.
Em suma, tratam-se de equipamentos compostos por um tubo onde o átomo, que é a única configuração estável do Césio, passa de um lado para o outro como uma espécie de pêndulo, estimulando um componente de quartzo e liberando sinais elétricos.
Para garantir exatidão máxima, a Divisão de Serviços da Hora Legal Brasileira utiliza dezenas de relógios atômicos, cujos sinais são monitorados a todo momento por um sistema que calcula os resultados através de equações matemáticas.





