Por décadas, a imagem de William Bonner esteve associada à bancada mais famosa do telejornalismo brasileiro. Mas, longe das câmeras do Jornal Nacional, uma outra paixão sempre acompanhou sua rotina — e agora começa a ganhar protagonismo em uma nova fase da carreira, bem distante do estúdio de TV.
Após deixar oficialmente o comando do principal telejornal do país, Bonner passa a se dedicar a um projeto que mistura memória, cultura e motores. O jornalista é um dos nomes centrais da série documental Máquinas do Tempo, que deve estrear em 2026 e marca sua estreia em uma nova “profissão”: a de contador de histórias do universo dos carros clássicos.
Bonner troca o estúdio pelo universo do antigomobilismo
A produção terá seis episódios e é apresentada por Ernesto Paglia, reunindo também nomes conhecidos como Reginaldo Leme e Emerson Fittipaldi. O foco da série é revelar os bastidores do antigomobilismo e a relação afetiva entre pessoas e veículos que atravessaram gerações. No caso de Bonner, o envolvimento vai além da participação pontual: ele fala como colecionador e entusiasta.
Parte dessa história pode ser vista no interior de São Paulo, no Museu Carde, em Campos do Jordão, onde estão preservados alguns modelos que já fizeram parte de sua coleção pessoal. Entre eles, um Volkswagen Passat TS de 1976 e um Ford Escort XR3 de 1986, mantidos com alto nível de originalidade.
Ao longo dos anos, Bonner reuniu dezenas de carros clássicos e esportivos, nacionais e importados. Modelos como Gol GTS, Mustang Fastback e Porsche 911 passaram por sua garagem, sempre com uma filosofia clara: carros existem para rodar, não para ficar parados.
A série está em fase final de gravação e vem sendo negociada com plataformas de streaming. Enquanto isso, Bonner também se prepara para assumir uma nova função na TV, à frente do Globo Repórter.





