Na noite de quinta-feira (14), o Botafogo acabou sendo derrotado pela Chapecoense por 2 a 0 na partida disputada na Arena Condá. Consequentemente, o clube carioca acabou sendo eliminado da edição de 2026 da Copa do Brasil.
E a derrota parece ter abalado ainda mais os bastidores do alvinegro, que pouco tempo depois, protocolou o pedido de recuperação judicial, mesmo ainda estando sob os efeitos de uma recuperação obtida no mês passado.
Em nota, a SAF afirmou que a decisão foi tomada devido à gravidade de sua crise financeira. De acordo com as informações divulgadas, o cenário gerou fortes impactos no caixa da empresa, o que impediu o cumprimento de compromissos financeiros e resultou em sanções junto à Federação Internacional de Futebol (FIFA).
No pedido protocolado na Justiça, o Botafogo informou que R$ 1,286 bilhão de sua dívida entrará em negociação. Vale lembrar que o endividamento total do time passa de R$ 2,5 bilhões, mas existem compromissos que, por lei, não podem ser renegociados no processo.
Botafogo x John Textor: clube critica seu ex-dono
Além de informar sobre o pedido de recuperação judicial, o Botafogo também abriu espaço em seu comunicado, que foi publicado em seu site oficial, para criticar publicamente pela primeira vez o ex-dono da SAF, John Textor, que é o atual proprietário da Eagle Football Holdings.
O clube acusou a gestão do empresário norte-americano de ignorar a busca por estabilidade financeira e institucional da SAF, o que teria agravado o cenário de crise e, com isso, justificando o ajuizamento da recuperação.
O alvinegro também criticou radicalmente a Eagle Football, acionista majoritária da SAF. Na nota, o clube afirma ter sofrido um severo processo de descapitalização imposto pela investidora, que totalizou em um fluxo negativo superior a R$ 900 milhões, além de ter ficado sem os aportes contratuais e suporte financeiro esperado.





