De acordo com o Ministério da Saúde, o estado de emergência de saúde pública causado pela pandemia de Covid-19 chegou ao fim no dia 22 de maio de 2022, especialmente por conta dos avanços da vacinação.
Entretanto, a estabilidade observada no cenário de grandes contaminações pode estar sob risco, uma vez que, segundo estudo conduzido pela Associação Fundo de Incentivo à Pesquisa (Afip), em parceria com a Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), uma nova ameaça está se disseminando pelo país.
Trata-se da bactéria Staphylococcus aureus, que apesar de ser originalmente restrita a ambientes hospitalares, parece ter aumentado seu índice de contaminações em ambientes externos nos últimos anos.
Conforme relatado no texto, divulgado na revista científica Research Connections, da Oxford University Press, no mês passado, a mudança no padrão de transmissão ocorreu principalmente no período entre 2011 e 2021. E vale destacar que o microrganismo em circulação é a forma mais perigosa da bactéria.
Afinal o Staphylococcus aureus é altamente resistente à antibióticos. Por conta disso, o aumento médio de 3,61% ao ano de sua presença em ambientes comuns acende o alerta para um possível descontrole de contaminações.
Riscos da bactéria: conheça os sintomas transmitidos
É relevante destacar que, diferentemente do vírus da Covid-19 (SARS-CoV-2), o Staphylococcus aureus é uma bactéria comum que foi descoberta originalmente em 1878 por Robert Koch.
Em muitos casos, a bactéria pode estar presente na pele e nas vias respiratórias sem causar sintomas. Porém, ao penetrar no organismo, pode desencadear infecções que variam de leves a graves, tais como:
- Inflamações, úlceras e abscessos;
- Febre e calafrios;
- Pneumonia;
- Infecção na corrente sanguínea (sepse);
- Osteomielite (infecções nos ossos).
Por conta de sua resistência a antibióticos, a variação da Staphylococcus aureus pode amplificar a gravidade dos casos, já que seus atributos acabam limitando as opções de tratamento.





