A saída de William Bonner do Jornal Nacional (JN), após quase 30 anos, acionou um planejamento de longo prazo na TV Globo para definir o futuro da bancada. Além de buscar um substituto para Bonner ao lado de Renata Vasconcellos, no caso, César Tralli, a emissora já avalia nomes para uma eventual e futura sucessão de Renata, cuja saída é, por enquanto, apenas uma hipótese.
Renata Vasconcellos pode sair?
A expectativa é que Renata Vasconcellos permaneça à frente do telejornal por um bom tempo, já que negociações de saída na Globo costumam ser longas, como as tratativas que duraram mais de cinco anos com Bonner. No entanto, o planejamento de sucessão já está em curso.
As três apresentadoras cotadas para o JN
Profissionais próximos à emissora apontam três nomes femininos que se destacam no rodízio de folgas e férias e são consideradas fortes candidatas para assumir a bancada mais importante do país, em um processo que pode culminar com a sucessão de Renata:
- Ana Paula Araújo (Bom Dia Brasil): É considerada a favorita dos executivos da Globo, com 31 anos de emissora. Destaca-se pela segurança em conduzir transmissões ao vivo com improviso. Estreou no JN em 2011 e também é autora e debatedora sobre temas sociais.
- Aline Midlej (Jornal das Dez/GloboNews): Entrou rapidamente no radar após criar um estilo próprio, marcado por comentários firmes e crônicas contundentes contra o racismo. Sua escolha seria histórica, pois Midlej seria a primeira mulher negra a ser apresentadora fixa na quase sexagenária história do JN.
- Renata Lo Prete (Jornal da Globo): É peça-chave em coberturas eleitorais e análises políticas. Pela tradição da Globo, o titular do Jornal da Globo integra o rodízio do JN, regra que nunca se aplicou a Lo Prete. Seu silêncio no rodízio noturno de 20h30 aumenta a especulação de que ela possa ser uma opção futura direta, mesmo sem ter passado pela bancada.
Padrão de saída e possível novo destino
A publicação sugere que, quando a despedida de Renata Vasconcellos for oficializada, seu destino profissional deve seguir o padrão de suas antecessoras, Fátima Bernardes e Patrícia Poeta.
O caminho provável é a migração para programas de variedade, possivelmente em projetos por temporadas na própria TV Globo, em canais associados (como o GNT) ou em produções originais para o streaming no Globoplay.





