Aposentados e pensionistas do INSS podem receber um valor extra já no salário de fevereiro, desde que ajam rápido.
O prazo para contestar descontos indevidos feitos por entidades associativas termina em 14 de fevereiro de 2026, e essa etapa é essencial para garantir a entrada no acordo firmado com o Governo Federal, que prevê a devolução integral e corrigida dos valores cobrados sem autorização.
Como funciona o ressarcimento e quem tem direito
O primeiro passo é verificar se houve algum desconto no benefício. Isso pode ser feito pelo aplicativo Meu INSS, pela Central 135 ou em uma agência dos Correios. Caso identifique a cobrança, o segurado deve informar se autorizou ou não o débito. A partir daí, o sistema registra a contestação e abre o prazo para a entidade apresentar uma resposta.
Se não houver retorno em até 15 dias úteis, ou se a resposta for considerada irregular, o beneficiário fica automaticamente apto a aderir ao acordo. Após a adesão, o dinheiro é depositado na mesma conta em que o benefício é pago, em até três dias úteis.
Até agora, 6,2 milhões de pessoas já contestaram descontos. Destas, 4,2 milhões aderiram ao acordo e receberam os valores de volta, somando R$ 2,8 bilhões em ressarcimentos. Atualmente, cerca de 850 mil segurados estão aptos, mas ainda não concluíram a adesão.
Pessoas com mais de 80 anos, indígenas e quilombolas tiveram o processo iniciado automaticamente pelo INSS. Para esses grupos, basta formalizar a adesão pelo Meu INSS ou nos Correios. Já a população ribeirinha recebe atendimento por meio do PrevBarco.
Podem participar do acordo beneficiários que sofreram descontos entre março de 2020 e março de 2025, inclusive aqueles com ação judicial, desde que ainda não tenham recebido os valores.
O governo alerta para golpes: toda comunicação ocorre apenas pelos canais oficiais.





