Aposentados e pensionistas ganharam um novo prazo para buscar a devolução de valores descontados de forma indevida em seus benefícios. A decisão amplia o tempo para contestação em meio ao escândalo de fraude no INSS, que atingiu milhões de brasileiros.
O governo federal confirmou a prorrogação prazo INSS por mais 90 dias. Com isso, os segurados terão até 20 de junho para questionar cobranças suspeitas ligadas a associações. A medida deve ser oficializada no Diário Oficial da União e amplia o período inicialmente previsto.
Novo prazo do INSS: veja até quando contestar descontos
Segundo dados mais recentes, mais de 6 milhões de pessoas já contestaram os descontos. Desses, cerca de 4,3 milhões aderiram ao acordo de ressarcimento, que já devolveu aproximadamente R$ 2,9 bilhões em todo o país.
Na prática, o procedimento funciona assim: o beneficiário identifica o desconto indevido, registra a contestação e aguarda até 15 dias úteis por uma resposta da entidade responsável. Caso não haja retorno ou se a justificativa for considerada irregular — como assinaturas falsas —, o sistema libera a opção de adesão ao acordo.
Após aceitar, o valor é depositado diretamente na conta do benefício em poucos dias. No entanto, ao aderir, o segurado abre mão de processar o INSS futuramente, embora ainda possa acionar judicialmente as associações envolvidas no esquema.
O caso está ligado a uma ampla investigação de fraude INSS, que revelou descontos feitos sem autorização dos beneficiários, aposentados e pensionistas. Segundo apurações, entidades cadastravam aposentados sem consentimento para cobrar mensalidades diretamente dos benefícios.
O instituto reforça o alerta: não envia links por WhatsApp, e-mail ou SMS. Todo o processo deve ser feito pelos canais oficiais, como o aplicativo Meu INSS, site gov.br, Central 135 ou agências dos Correios.





