A cidade de Caçador, no meio-oeste de Santa Catarina, se tornou palco de um acontecimento trágico, pois uma gigantesca árvore centenária, popularmente conhecida como “Pinheirão”, acabou sendo derrubada no início deste mês de maio.
Referência em estudos sobre árvores gigantes da Mata Atlântica, o espécime era monitorado por pesquisadores há décadas e foi destaque em diversos projetos científicos de conservação, como o “Reinvenção da Natureza”, do Serviço Social do Comércio (Sesc).
Situada na Estação Experimental da Embrapa Florestas, a árvore, que era a quarta maior araucária do Brasil, tinha cerca de 44 metros de altura e 2,45 metros de diâmetro à altura do peito e acabou caindo por conta de chuvas intensas e ventos, que comprometeram a ancoragem de suas raízes no solo saturado.
De acordo com um estudo, conduzido por especialistas da Universidade Federal de Santa Catarina as mudanças climáticas têm impactado severamente a existência das árvores centenárias. Por conta disso, há chances de que o “Pinheirão” não seja o único patrimônio ecológico a enfrentar o triste destino.
“Pinheirão” pode voltar à vida: cientistas pretendem clonar árvore
Logo após a constatação da queda do “Pinheirão”, especialistas foram ao local para resgatar o DNA da árvore centenária para dar início a um processo que, caso seja bem-sucedido, pode trazê-la “de volta à vida”.
Utilizando brotações coletadas da copa da araucária, cientistas realizarão enxertias em laboratórios para tentar gerar descendentes e, com, isso, gerar um novo “Pinheirão”, que apresenta as mesmas características do original.
Os primeiros resultados da tentativa podem levar cerca de 100 dias para serem confirmados. Vale lembrar que um procedimento semelhante foi realizado em Cruz Machado, no Paraná, e apresentou efeitos satisfatórios. Portanto, embora a clonagem de árvores antigas ainda seja considerado um grande desafio científico, sobretudo por conta de seus tecidos debilitados, as chances de sucesso existem.





