Motoristas foram pegos desprevenidos após um novo reajuste nos combustíveis anunciado pela Acelen, responsável pela gestão da Refinaria de Mataripe, na Bahia. A mudança elevou significativamente os preços repassados às distribuidoras e reacendeu o alerta sobre o impacto do mercado internacional no bolso dos consumidores.
O aumento mais expressivo ocorreu no diesel. O tipo S500 passou de R$ 4,08 para R$ 4,89 por litro — avanço de cerca de 20%. Já o diesel S10 saltou de R$ 4,18 para aproximadamente R$ 5, registrando alta próxima de 19,5%. A gasolina também sofreu reajuste, subindo de R$ 3,05 para R$ 3,27 por litro, variação de 7,4%.
Segundo a empresa, a política de preços segue critérios de mercado. Entre os fatores considerados estão o valor internacional do petróleo, a cotação do dólar e custos logísticos relacionados ao transporte do combustível.
Alta internacional do petróleo pressiona preços no Brasil
A escalada acontece em meio à instabilidade global provocada por conflitos no Oriente Médio, que elevaram o valor do barril no mercado internacional. Referências como o Petróleo Brent e o Petróleo WTI registraram fortes altas recentes, refletindo tensões geopolíticas que afetam grandes produtores de petróleo.
Em Salvador, os reflexos do reajuste já começam a aparecer nos postos. Em algumas regiões da capital baiana, a gasolina comum chegou a ultrapassar R$ 7,40 por litro, enquanto em outros bairros os preços variam entre R$ 6,99 e R$ 7,15.
A velocidade com que os aumentos chegam ao consumidor também chamou atenção das autoridades. A Secretaria Nacional do Consumidor acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica para avaliar possíveis irregularidades no mercado.
Dados da Agência Nacional do Petróleo indicam que a Bahia já figura entre os estados com combustíveis mais caros do país, cenário influenciado pelo modelo de refino privado e por fatores tributários locais.





