Por conta de um alerta sanitário emitido pela Secretaria Estadual da Agricultura do Rio Grande do Sul, os morcegos se tornaram uma grande preocupação no território, sobretudo para produtores rurais.
Isso porque, conforme divulgado pelo governo local, novos focos de raiva herbívora foram identificados em diferentes cidades da região Noroeste e das Missões, comprovando a circulação da doença transmitida pelo animal.
Vale lembrar que, anteriormente, casos da enfermidade já haviam sido registrados em municípios como Tiradentes do Sul e São Nicolau. De acordo com as autoridades gaúchas, áreas próximas à fronteira com a Argentina são o maior foco de atenção.
Inclusive, o coordernador do programa de controle da doença, Wilson Hoffmeister, afirmou que já há equipes atuando intensivamente nas regiões afetadas para tentar frear os avanços da raiva herbívora, conforme divulgado pelo portal Agência GBC.
E o comunicado oficial pode ser parte essencial da estratégia, pois, além de alertar sobre os riscos, ele também foi divulgado com o objetivo de ampliar as medidas de prevenção, como a vacinação, e, assim, evitar o crescimento no índice de casos.
Raiva herbívora: meios de transmissão e como combater a doença associada aos morcegos
A transmissão da raiva herbívora ocorre, principalmente, por meio de mordidas ou lambidas de morcegos hematófagos da espécie Desmodus rotundus infectados, que transmitem o vírus ao se alimentarem do sangue de herbívoros.
Apesar disso, as autoridades alertam que não é recomendável tentar capturar os morcegos por conta própria, pois, por se tratar de uma zoonose, a doença também pode infectar humanos. Nesse caso, a melhor forma de enfrentamento inclui as seguintes estratégias:
- Comunicar a Inspetoria ou o Escritório de Defesa Agropecuária do município sobre possíveis esconderijos de morcegos, como troncos ocos, cavernas ou casas abandonadas, ou animais contaminados;
- Vacinar todo o rebanho contra a raiva;
- Verificar os animais semanalmente para identificar mordeduras de morcego.





