Quem convive com exames alterados e alertas sobre gordura no fígado costuma ouvir sempre as mesmas recomendações: mudar a alimentação, perder peso, reduzir o álcool.
Mas um hábito cotidiano, presente na mesa da maioria dos brasileiros, tem chamado a atenção de pesquisadores por seu possível papel protetor do órgão. Ele está na rotina de milhões de pessoas e costuma marcar o início do dia. Estamos falando do mais querido da mesa da manhã dos brasileiros: o café.
O que a ciência diz sobre a bebida queridinha dos brasileiros
A esteatose hepática, conhecida como gordura no fígado, está associada a fatores como sobrepeso, colesterol alto, diabetes e consumo excessivo de álcool. O tratamento envolve mudanças de estilo de vida, mas estudos indicam que alguns alimentos e bebidas podem colaborar com esse processo. Entre eles está o café, inclusive na versão descafeinada.
Uma pesquisa publicada na revista científica BMC Public Health, conduzida por médicos das universidades de Southampton e Edimburgo, apontou que o consumo regular da bebida pode reduzir o risco de doenças hepáticas. Isso ocorre porque o café é rico em compostos bioativos, como ácido clorogênico, kahweol e cafestol, que ajudam a modular processos inflamatórios e metabólicos.
Segundo nutricionistas, esses compostos diminuem a produção de gordura no fígado, estimulam a queima de ácidos graxos e reduzem o estresse oxidativo, que danifica as células hepáticas. Há ainda indícios de que a bebida contribui para a prevenção da fibrose, uma espécie de cicatriz que compromete o funcionamento do órgão.
Outro mecanismo associado ao café é o estímulo da autofagia, processo natural de renovação celular. Isso não significa que ele seja uma cura, mas pode funcionar como um aliado dentro de uma rotina saudável.
Especialistas recomendam duas a quatro xícaras por dia. Cada caso deve ser avaliado individualmente. Ele pode ajudar, mas não substitui hábitos.





