Nos últimos anos, o esmalte em gel virou queridinho nos salões por durar semanas e entregar brilho impecável. Mas, por trás do visual perfeito, pode haver um risco silencioso: ingredientes que afetam a fertilidade e estão associados ao câncer.
Foi esse alerta que levou a Anvisa a proibir, de forma preventiva, o uso das substâncias TPO e DMPT em produtos cosméticos, especialmente nos usados para alongamento e esmaltação em gel.
Substâncias proibidas pela Anvisa estão em esmaltes em gel e oferecem riscos à saúde
O TPO — responsável por endurecer o gel sob luz LED ou UV — já foi banido na Europa e é considerado potencialmente cancerígeno, mutagênico ou tóxico para a reprodução.
Estudos em animais mostraram infertilidade completa em ratas fêmeas e redução do tamanho dos testículos e da produção de espermatozoides em machos. Apesar de também estar presente em materiais odontológicos e em itens industriais como tintas e adesivos, a restrição brasileira se limita a produtos de higiene e beleza.
O DMPT, por sua vez, está associado ao risco de câncer. Durante o processo de secagem do gel, vapores liberados podem ser inalados ou absorvidos pela pele, danificando o DNA das células.
A orientação é checar o rótulo. O TPO pode aparecer como Diphenyl (2,4,6-trimethylbenzoyl) phosphine oxide, Trimethylbenzoyl diphenylphosphine oxide, entre outras variações. Já o DMPT pode constar como N,N-dimethyl-p-toluidine, Dimethyltolylamine ou nomes semelhantes.
A proibição vale imediatamente para fabricação, importação e novos registros. O comércio terá 90 dias para parar de vender e usar produtos com TPO ou DMPT. Depois disso, todos os registros serão cancelados, e as empresas deverão recolher os itens restantes.
Especialistas lembram que nem todos os esmaltes em gel contêm essas substâncias. Ainda assim, é importante escolher salões ventilados e que sigam boas práticas de segurança.





