O pagamento de junho do Bolsa Família começa no próximo dia 17, mas nem todos os beneficiários terão acesso automático aos valores. Para continuar recebendo o auxílio, as famílias inscritas no programa precisam manter em dia uma série de exigências relacionadas à educação e à saúde, sob risco de bloqueio do benefício.
Atualmente, o programa garante um valor mínimo de R$ 600 por família, além de adicionais destinados a crianças, adolescentes, gestantes e outros integrantes do núcleo familiar. No entanto, a permanência no programa depende do cumprimento das chamadas condicionalidades, criadas para estimular o acesso a serviços essenciais.
Descumprimento pode levar ao bloqueio do benefício
Entre as principais regras está a frequência escolar mínima para crianças e adolescentes. Alunos de 4 a 6 anos devem registrar presença de pelo menos 60% das aulas, enquanto estudantes de 6 a 18 anos precisam alcançar frequência mínima de 75%.
Na área da saúde, as famílias também devem manter atualizada a carteira de vacinação das crianças menores de 7 anos. Gestantes beneficiárias do programa precisam realizar o acompanhamento pré-natal regularmente para evitar pendências no cadastro.
Segundo as regras do programa, o não cumprimento das exigências pode resultar em advertências, bloqueios temporários e até suspensão dos pagamentos, dependendo da situação de cada família.
O calendário de junho seguirá o modelo tradicional, com depósitos realizados de forma escalonada conforme o último dígito do Número de Identificação Social (NIS). Os pagamentos ocorrerão nos últimos dez dias úteis do mês.
Os recursos podem ser movimentados diretamente pelo aplicativo Caixa Tem, utilizado por milhões de brasileiros para transferências, pagamentos e consultas de saldo. Também é possível sacar os valores em lotéricas, correspondentes bancários e agências da Caixa Econômica Federal.
A recomendação é que os beneficiários verifiquem regularmente a situação cadastral e mantenham em dia os compromissos de saúde e educação exigidos pelo programa.





