O governo anunciou que a exigência da biometria nos benefícios sociais, inicialmente prevista para este ano, será adiada para maio de 2026. Essa mudança afeta principalmente aqueles que solicitam auxílios como auxílio-doença, pensão por morte, seguro-desemprego, abono salarial, Bolsa Família e salário-maternidade. A decisão visa preparar melhor a infraestrutura necessária e os beneficiários para a transição.
Em novembro, o decreto que regulamenta a obrigação da biometria entrou em vigor. No entanto, essa exigência só será efetiva a partir de maio de 2026. Para novos pedidos de aposentadoria junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a biometria já é obrigatória. Beneficiários com mais de 80 anos ou com dificuldades de locomoção estão dispensados.
Cronograma
O governo definiu um cronograma gradual para a adoção da biometria nos benefícios sociais. Até maio de 2026, registros biométricos como os do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e carteira de identidade atual permanecerão válidos.
Quem não possui biometria registrada deverá obter a Carteira de Identidade Nacional (CIN) para novos benefícios após essa data.
Cerca de 84% dos beneficiários já possuem algum tipo de cadastro biométrico. O governo assegura que a coleta de dados será integrada nas rotinas de manutenção, evitando deslocamentos imediatos.
A prorrogação da exigência de biometria busca minimizar interrupções nos pagamentos. A implementação por etapas impedirá que os beneficiários fiquem sem assistência enquanto a infraestrutura é solidificada. A medida visa combater fraudes.





