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Brasil é citado como “próximo alvo” de estratégia dos EUA

Por João Carlos Gomes
23/06/2026
Brasil é citado como “próximo alvo” de estratégia dos EUA

Foto: Lara Jameson/Pexels

Seja por meio de intervenções diretas, como o ocorrido na Venezuela, ou por meio da influência ideológica indireta na ascensão de mandatários como Javier Milei na Argentina e, recentemente, Abelardo de la Espriella na Colômbia, os Estados Unidos tem expandido sua influência geopolítica na América do Sul.

E além de afirmar que essas ações integram uma ofensiva neocolonial do país norte-americano, o jornalista e editor do portal Geopolitical Economy Report, Ben Norton, ainda revelou que o Brasil já foi selecionado como próximo alvo da estratégia.

A análise surgiu justamente após a divulgação dos resultados preliminares da eleição presidencial na Colômbia no último domingo (21), que foi marcada por uma intensa polarização ideológica e contestações sobre a apuração oficial.

As semelhanças na conjuntura de tensão política propiciam paralelos imediatos, tendo em vista que o presidente dos EUA, Donald Trump, manifesta frequente apoio a opositores do governo brasileiro, como o senador Flávio Bolsonaro.

Diante desse cenário, Norton crava que o território brasileiro apresenta todas as características para sofrer com impactos das ações de interferência geopolítica conduzidas por Washington no continente sul-americano.

Especialista ressalta que influência dos EUA apresenta padrão regional

Em sua análise, Norton também ressalta que o Brasil não figura como o único polo de interesse norte-americano, pois nações como Honduras, Peru, Argentina, Chile e Equador encontram-se igualmente imersas em uma intensa disputa regional por influência política.

E de acordo com o jornalista, o objetivo dos EUA, além de apoiar governos aliados, é conter a expansão comercial e diplomática da China na América Latina, preservando a hegemonia de seu próprio comércio na região.

Vale ressaltar que, em seus pronunciamentos, candidatos alinhados às diretrizes de Washington não apenas enfatizam a ausência de interesse em negociar com a nação asiática, como ainda ressaltam sua subordinação ideológica às deliberações estratégicas tomadas pelo governo norte-americano.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
João Carlos Gomes

João Carlos Gomes

Jornalista formado pelo Centro Universitário Carioca, fã de música e apaixonado pela profissão que, diariamente, se dedica a atualizar os leitores do TNH1.

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