O Brasil está em vias de enriquecer sua lista de reservas naturais com a descoberta de minerais raros na Elevação do Rio Grande, uma formação submersa no Atlântico Sul. Localizada a aproximadamente 1.200 quilômetros ao sul do litoral brasileiro, a área é rica em minerais estratégicos, conhecidos como “terras raras”, essenciais para tecnologia de ponta, de baterias de carros elétricos a equipamentos médicos.
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) conduziram estudos que destacam o potencial significativo dos depósitos minerais na região.
Potencial estratégico
A Elevação do Rio Grande tem um papel crucial no cenário internacional. Os minerais de terras raras são fundamentais para a transição energética global, com uma demanda crescente prevista para as próximas décadas.
Como o Brasil já possui a segunda maior reserva mundial desses minerais, com cerca de 21 milhões de toneladas, a exploração dessa região pode aumentar significativamente sua importância no mercado global de minerais.
A oportunidade de liderança nessas áreas tecnológicas representa uma grande chance para o país.
Desafios tecnológicos e ambientais
A exploração da Elevação do Rio Grande apresenta desafios consideráveis. A mineração em águas profundas requer avanços tecnológicos substanciais para viabilizar operações econômicas seguras e eficazes.
Além disso, a exploração deve considerar os impactos ambientais, já que a área faz parte do patrimônio comum da humanidade. Portanto, qualquer prospecção deve ser realizada sob acordos internacionais que garantam exploração responsável e sustentável.
A reivindicação brasileira sobre a Elevação do Rio Grande é analisada pela Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLPC) da ONU desde 2004. Em caso de aprovação, o Brasil poderá explorar esses recursos de forma exclusiva e integrá-los à sua plataforma continental, exercendo soberania sobre os recursos do leito marinho e subsolo.
Embora sem prazo definido para a decisão, o governo brasileiro já planeja desenvolver capacidades tecnológicas para garantir a administração e a proteção desta área estratégica.





