O Brasil deu mais um passo no processo de modernização de sua defesa aérea com a apresentação do primeiro caça supersônico F-39E Gripen produzido em território nacional. A cerimônia ocorreu nesta quarta-feira (25), no aeródromo da Embraer, em Gavião Peixoto, e contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O novo modelo faz parte de um acordo firmado em 2014 entre o Brasil e a empresa sueca Saab, que prevê a aquisição de 36 aeronaves. O investimento total é estimado em cerca de US$ 4 bilhões. O Gripen chega para substituir os antigos caças F-5, em operação há décadas na Força Aérea Brasileira.
Antes, durante e depois: o que muda com o novo caça
Antes da chegada do Gripen, a defesa aérea brasileira dependia de modelos mais antigos, com limitações tecnológicas. Com o novo caça, o país passa a contar com uma aeronave capaz de atingir até 2.400 km/h, com autonomia de aproximadamente duas horas e meia e possibilidade de reabastecimento em voo.
Durante a implementação do projeto, o Brasil também avançou em tecnologia. Mais de 300 engenheiros brasileiros participaram do desenvolvimento e receberam treinamento no exterior, o que garantiu transferência de conhecimento estratégico. A produção nacional também impulsionou a geração de empregos e fortaleceu a indústria de defesa.
Agora, na fase atual, o Gripen já começa a operar em missões reais. Em fevereiro de 2026, a aeronave foi colocada em alerta de defesa aérea pela primeira vez, passando a integrar a proteção do espaço aéreo brasileiro, especialmente na região de Brasília.
Nos próximos meses, o novo modelo ainda passará por testes e será incorporado às unidades já em operação na Base Aérea de Anápolis. A expectativa é que, com a frota completa, o país amplie sua capacidade de resposta, vigilância e atuação em diferentes cenários, consolidando uma nova fase na aviação militar brasileira.





