A temporada 2025 da Fórmula 1 ficará marcada pela chegada de uma das gerações de novatos mais fortes dos últimos anos, e, entre eles, um brasileiro desponta como candidato real ao prêmio de “Rookie do Ano” da Autosport. Gabriel Bortoleto, de 20 anos, estreante pela Kick Sauber, não apenas rompeu o jejum de novos nomes do país na categoria, como também já figura entre os pilotos que mais evoluíram no campeonato.
A tradicional revista britânica divulgou nesta semana os finalistas ao prêmio, incluindo quatro estreantes da F1: Andrea Kimi Antonelli (Mercedes), Isack Hadjar (Racing Bulls), Ollie Bearman (Haas) e o brasileiro Gabriel Bortoleto.
Números da temporada
O líder entre os novatos é Kimi Antonelli, com 137 pontos pela Mercedes, uma equipe forte que mesmo não brigando pelo título, ainda consegue entregar desempenho competitivo o suficiente para permitir que o italiano brilhe. Antonelli teve altos e baixos, mas impressionou pela velocidade pura, que esteve presente desde o início.
Logo atrás na briga está o francês Isack Hadjar, que somou 51 pontos com a Racing Bulls. O jovem piloto se destacou pela consistência ao longo do campeonato, sendo capaz de pontuar em etapas nas quais o carro não apresentava vantagens óbvias.
O britânico Ollie Bearman, com 41 pontos, também é destaque pela temporada sólida com a Haas, equipe historicamente limitada em desempenho. Embora tenha demonstrado enorme velocidade, Bearman ainda comete erros típicos de estreante.
E então vem o brasileiro.
A ascensão de Bortoleto
Com 19 pontos, Gabriel Bortoleto talvez não tenha, em números, o impacto dos demais novatos. Mas o contexto muda tudo, a Sauber começou a temporada em 2025 com um dos carros menos competitivos do grid, ainda sofrendo para acompanhar o ritmo dos adversários diretos.
A virada veio após uma sequência de atualizações aerodinâmicas, que finalmente deram ao brasileiro a chance de mostrar seu potencial. Bortoleto conseguiu pontuar em provas no meio da temporada, protagonizar disputas diretas contra carros mais fortes e demonstrou uma leitura de corrida acima da média.
Nas últimas etapas, porém, erros pontuais em classificação e disputas corpo a corpo acabaram custando resultados mais expressivos. Ainda assim, para analistas internacionais, o brasileiro segue vivo na disputa pelo prêmio de Rookie do Ano.
Um título para o Brasil?
O prêmio de Rookie do Ano não define o desempenho puramente esportivo, mas é um reconhecimento tradicional e simbólico para pilotos que entregam performances além do esperado.
E, pela primeira vez em anos, um brasileiro volta a figurar entre os destaques da elite do automobilismo mundial. O país, que não vê um campeão na F1 desde Ayrton Senna, em 1991, e não presencia uma vitória desde Rubens Barrichello em 2009, volta a ter em Bortoleto um nome capaz de reacender a paixão nacional pela categoria.
Com duas corridas restantes, o piloto da Sauber depende de boas atuações e de tropeços dos rivais diretos, para conquistar o título de novato do ano.Mas, para muitos torcedores brasileiros, uma coisa já está garantida, o futuro voltou a sorrir para o Brasil na Fórmula 1.





