Nascido no Rio de Janeiro, Afonso Henriques de Lima Barreto, figura de extrema importância na literatura brasileira no início do século XX. Cronista da cidade em movimento e da injustiça invisível, escreveu obras que ficaram eternizadas nas memórias dos brasileiros.
O mesmo aproveitava as viagens de trem para observar o subúrbio, gravando todas as passagens possíveis e transformando tudo em história, que se tornaram contos da literatura do Brasil até os dias de hoje.
Seu trabalho de amanuense na Secretaria da Guerra, Lima Barreto aproveitava o ambiente para fazer o que mais gostava: escrever. Entre papeis, lápis, canetas e carimbos, o mesmo aprimorou ainda mais suas habilidades e criou obras como Policarpo Quaresma, que carrega o sentimento de quem ama o país.
Período no hospício, morte e legado
Apesar da grande habilidade, a vida de Lima Barreto também contou com muitos desafios. Em 1914, foi internado em um hospício, e aproveitou a situação para criar o Diário do Hospício e O Cemitério dos Vivos, registros que escancaram o olhar clínico de quem é julgado e excluído pela sociedade.
Lima Barreto morreu em 1922, aos 41 anos, sob julgamento social que o rotulou de “louco”. Com o passar do tempo, tornou-se um dos principais nomes da literatura brasileira,lembrado até os dias de hoje por sua contribuição histórica para o país.





