Clientes do Banco Master que tinham dinheiro aplicado na instituição podem começar a receber, nos próximos dias, valores de até R$ 250 mil por CPF. O pagamento será feito pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mecanismo criado para proteger correntistas e investidores em casos de quebra ou liquidação de bancos.
A liberação dos recursos depende agora da validação final da lista de credores, enviada ao fundo pelo liquidante nomeado pelo Banco Central. A expectativa é que os primeiros depósitos sejam realizados entre esta semana e a próxima, segundo informações divulgadas pela imprensa.
Como vai funcionar o pagamento e quem recebe primeiro
O FGC já está conferindo os nomes dos investidores que terão direito ao ressarcimento. Esse processo é necessário para garantir que não haja erros ou duplicidades. Caso sejam encontradas inconsistências, a lista pode ser devolvida ao liquidante para ajustes, o que pode atrasar um pouco o cronograma.
O valor máximo de reembolso é de R$ 250 mil por CPF, limite que vale para cada instituição financeira. No caso do Banco Master, o total estimado de pagamentos chega a R$ 41 bilhões, beneficiando cerca de 1,6 milhão de pessoas — um dos maiores desembolsos da história do fundo.
Diferentemente do que muitos imaginam, não existe uma fila organizada por quem tinha mais dinheiro ou por quem investiu primeiro. O pagamento só é liberado depois que o próprio credor acessa o sistema do FGC e solicita o ressarcimento. Ou seja: quem se manifesta antes, recebe antes, desde que seus dados já estejam validados.
Enquanto isso, os valores seguem congelados, sem correção pela inflação e sem possibilidade de reaplicação. O cálculo do reembolso considera apenas os montantes existentes até 18 de novembro, data da decretação da liquidação.
A lista completa de credores permanece sob sigilo. O FGC informou que, após receber a relação definitiva, precisa de até dois dias úteis para iniciar os pagamentos.





