Usuários do transporte público foram alertados após a prefeitura informar que a tarifa de ônibus poderia chegar a R$ 8,50 caso medidas de contenção de gastos não tivessem sido adotadas nos últimos anos.
Embora o valor atual esteja bem abaixo desse patamar, o aviso chamou atenção sobre reajustes, subsídios públicos e os constantes aumentos de custos dos transportes coletivos, sobretudo nas capitais.
Por que a passagem poderia chegar a R$ 8,50
Em Porto Alegre, a passagem de ônibus passou a custar R$ 5,30 nesta quinta-feira (19), após um reajuste de R$ 0,30. Segundo a prefeitura, o aumento foi motivado exclusivamente pela reposição da inflação (R$ 0,25) e pelo impacto da reoneração da folha de pagamento (R$ 0,05), prevista em legislação federal.
De acordo com o município, a reoneração acrescentou cerca de R$ 8 milhões aos custos do sistema em relação ao ano anterior. Mesmo assim, a tarifa paga pelos usuários segue abaixo da chamada tarifa técnica, estimada em R$ 7,35 para 2026.
O custo anual do sistema está projetado em R$ 886,6 milhões. Para evitar que a passagem suba ainda mais, a prefeitura prevê um aporte de R$ 250 milhões em subsídios, usados principalmente para custear gratuidades.
Desde 2021, medidas do programa Mais Transporte ajudaram a conter aumentos mais elevados. Entre elas estão a redução gradual do número de cobradores e a revisão das isenções tarifárias, que passaram de 14 para sete perfis. Sem essas ações, segundo a gestão municipal, a tarifa técnica poderia chegar a R$ 8,50.
A gratuidade para pessoas com 65 anos ou mais, garantida por lei federal, representa cerca de 48% dos usuários isentos e gera um impacto anual estimado em R$ 150 milhões. O prefeito Sebastião Melo defende maior participação dos governos estadual e federal no custeio do transporte público e afirma que, com esse apoio, a tarifa poderia cair para R$ 4,05.





