O mês de dezembro mal começou e já deixou muitos brasileiros atônitos ao abrir a conta do aplicativo de transporte: as corridas dispararam de preço.
Em diferentes cidades, especialmente em grandes centros como São Paulo, usuários relatam valores muito acima do praticado ao longo do ano — em alguns casos, quase o triplo. A alta atinge as duas principais plataformas do país, Uber e 99.
A disparada na conta e o mistério por trás dos algoritmos
O fim de ano costuma ser um período de grande movimento: festas, confraternizações, compras de Natal e uma rotina que exige deslocamentos constantes. É também a época em que muitos motoristas buscam aumentar o faturamento, algo tradicional entre taxistas, que são autorizados a operar na bandeira 2 para compensar a demanda elevada.
Nos aplicativos, porém, a dinâmica é diferente. Sem regulação tarifária e sem transparência sobre quanto é cobrado por quilômetro rodado, o preço final fica nas mãos dos algoritmos — que funcionam como uma caixa-preta. Para o usuário, o valor aparece pronto na tela, sem explicações sobre cálculos ou justificativas detalhadas.
Nas redes sociais, não faltam relatos de corridas de R$ 25 subindo para R$ 70, ou trajetos curtos que antes custavam R$ 12 chegando a quase R$ 40. A percepção é de que os preços saltaram desde novembro, coincidindo com o período pós-Black Friday, e seguiram em alta ao longo de dezembro.
Procurada, a Uber afirmou ao g1 que o aumento ocorre quando “a demanda por viagens é maior do que o número de motoristas circulando na região”, o que ativa o chamado preço dinâmico.
A plataforma declarou ainda que o mecanismo tem como objetivo “incentivar que mais motoristas se conectem ao aplicativo” e que, quando a oferta sobe novamente, os valores retornam ao normal.





