Brasileiros que fazem uso de Ozempic, Wegovy e outros medicamentos à base de semaglutida devem notar mudanças importantes a partir de abril.
Com o fim da patente da substância em 20 de março, a indústria farmacêutica se prepara para lançar versões genéricas e similares, ampliando a oferta e prometendo reduzir os preços ao consumidor em todo o país.
Genéricos devem ampliar concorrência e derrubar preços
Segundo dados de mercado, ao menos 13 pedidos de registro de medicamentos com semaglutida já foram protocolados na Anvisa, responsável por avaliar segurança, qualidade e eficácia. Dois desses processos tramitam em regime de urgência, após solicitação do Ministério da Saúde. A expectativa é que os primeiros produtos cheguem às farmácias nas próximas semanas, inaugurando uma nova fase para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade.
Levantamento da UBS Banco do Brasil Corretora aponta que a entrada dos genéricos pode reduzir os preços em até 40% ao longo de 2026. Hoje, cada caneta custa, em média, cerca de R$ 1.100. Com a concorrência, o valor pode cair para menos de R$ 700, ampliando o acesso ao tratamento e pressionando o mercado a se adaptar.
Especialistas destacam que a quebra de patente tende a acelerar a inovação e forçar fabricantes a disputar espaço com estratégias de preço, distribuição e comunicação.
Para o consumidor, o principal impacto será financeiro, mas também haverá mais opções de marcas e apresentações. A Anvisa reforça que todos os produtos precisam comprovar equivalência terapêutica antes da liberação.
No campo das políticas públicas, a redução de custos pode reabrir o debate sobre a incorporação da semaglutida ao SUS. Em 2024, a Conitec havia rejeitado a proposta, citando impacto orçamentário elevado.
Com preços mais baixos, o cenário pode mudar, embora ainda não exista prazo para uma nova avaliação oficial. O impacto será gradual nacionalmente.





