Quem mora ou trabalha em condomínios residenciais e comerciais deve se preparar para mudanças importantes nas contas mensais a partir de 2026. A Lei Complementar nº 214/2025, parte da reforma tributária, altera o sistema de cobrança de impostos sobre consumo, o que deve afetar diretamente o custo dos serviços usados pelos condomínios.
Hoje, serviços essenciais — como limpeza, portaria, manutenção e segurança — são tributados de formas diferentes, principalmente pelo ISS, PIS/COFINS e ICMS. Já o condomínio, como estrutura administrativa, não paga esses tributos de maneira direta como uma empresa prestadora de serviços. Isso muda com o novo modelo.
Novo sistema deve tornar serviços mais caros
A partir de 2026, entram em cena dois novos impostos:
- CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), federal, e
- IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), estadual e municipal.
Condomínio mais caro?
Eles vão substituir ISS, ICMS, PIS e Cofins, unificando a tributação sobre consumo. Na prática, os serviços contratados pelos condomínios devem ficar mais caros — e esse custo tende a aparecer nas taxas condominiais pagas pelos moradores e lojistas.
Especialistas apontam que a mudança exige planejamento. Sem uma boa previsão financeira, os condomínios podem enfrentar aumento de despesas, especialmente se houver inadimplência, imprevistos ou necessidade de reforço de serviços.
A tendência é que muitos síndicos e administradoras comecem a recalcular os orçamentos para 2026 já nos próximos meses.
Com a nova realidade tributária, manter estabilidade no caixa e organizar as contas se torna ainda mais importante. Caso contrário, os moradores podem sentir no bolso um reajuste maior do que o esperado.
A orientação geral é que condomínios revisem contratos, atualizem previsões de gastos e comecem a se adaptar desde já para evitar surpresas quando o novo sistema entrar em vigor.





