Os preços da carne bovina no Brasil em 2026 estão em alta, atingindo níveis recordes. Desde o início do ano, cortes populares como a picanha subiram mais de 10%, segundo dados do mercado.
Este aumento afeta diretamente os consumidores, que enfrentam desafios devido a fatores econômicos e climáticos. A política comercial da China e as variações climáticas provocadas pelo El Niño impactam significativamente o mercado.
A carne bovina brasileira sofre efeitos de decisões internacionais. A China impôs uma sobretaxa de 55% sobre exportações que excedem 1,1 milhão de toneladas. Isso entrou em vigor em janeiro de 2026, com validade até dezembro de 2028. Essa medida intensificou a corrida dos exportadores para o mercado chinês, reduzindo a oferta interna e elevando os preços internos.
A sobretaxa imposta pela China pressiona os comerciantes brasileiros a aumentar suas exportações rapidamente. Isso esvazia o mercado doméstico, resultando em preços mais altos para os consumidores locais. A expectativa é que a demanda internacional se mantenha aquecida até o final do ano, agravando a situação no mercado interno.
Influência do El Niño no mercado
As condições climáticas influenciadas pelo fenômeno El Niño contribuem para os custos crescentes de produção de carne bovina. Isso se reflete nos preços finais ao consumidor. A produção enfrenta variações de custos que desafiam o mercado a absorver as despesas sem repassar integralmente esses custos ao consumidor, o que é cada vez mais difícil.
Até o final de 2026, espera-se uma persistência na alta dos preços devido a fatores externos e climáticos. O mercado interno pode sofrer uma leve estabilização, mas inclusive essa expectativa é acompanhada de incertezas. Políticas comerciais rigorosas e condições climáticas adversas mantêm o mercado em constante alerta quanto a novas flutuações nos preços.





