Os consumidores devem preparar o bolso para uma nova alta na conta de energia elétrica a partir de agosto. Um reajuste tarifário em análise pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prevê aumento médio de 11,77% nas tarifas cobradas pela Celesc, concessionária responsável pelo fornecimento de energia para cerca de 3,5 milhões de unidades consumidoras em Santa Catarina.
Embora o percentual definitivo ainda dependa da conclusão do processo regulatório, a previsão é que as novas tarifas entrem em vigor em 22 de agosto. Para residências e pequenos comércios, o aumento médio estimado é de 9,32%. Já para consumidores de alta tensão, como indústrias e grandes empresas, a alta pode chegar a 16,9%.
Entenda o que está por trás do aumento
Segundo informações apresentadas pela Celesc e pela Aneel, o reajuste faz parte da chamada Revisão Tarifária Periódica, procedimento realizado a cada cinco anos para reavaliar os custos do setor elétrico e os investimentos feitos pela distribuidora.
A revisão considera fatores como expansão e manutenção da rede elétrica, custos de compra de energia, despesas com transmissão e encargos setoriais definidos pelo governo federal.
Um dos pontos que mais pesam na conta são justamente esses encargos. Atualmente, eles representam cerca de 22% do valor pago pelos consumidores, percentual superior à parcela destinada à própria distribuidora de energia. Esses recursos financiam programas como a tarifa social, subsídios para determinadas modalidades de geração elétrica e outras políticas públicas do setor.
A composição da conta também inclui gastos com geração de energia, transmissão e tributos. Segundo a Celesc, apenas uma pequena parte do valor final permanece com a empresa para custear operações, manutenção e investimentos na infraestrutura elétrica.
O reajuste ainda passará pelas etapas finais de análise da Aneel, mas a expectativa já acende o alerta para consumidores que poderão sentir o impacto no orçamento doméstico a partir do segundo semestre.





