O BYD Dolphin, um dos elétricos mais populares do Brasil, está prestes a passar por sua transformação mais radical desde o lançamento. Na última semana, um protótipo camuflado circulando pela Rodovia dos Bandeirantes confirmou o que já era esperado: o hatch compacto chegará em 2026 completamente renovado, com produção nacional na Bahia e um pacote tecnológico digno de modelos mais caros.
A mudança, já apresentada na China, marca o maior salto evolutivo do modelo — por dentro, por fora e, especialmente, nos sistemas de assistência.
Novo visual, interior reprojetado e tecnologia de ponta
As alterações externas são evidentes. O Dolphin ganha faróis maiores, novo “bigode” frontal e uma peça transparente que agora abriga o radar. O para-choque abandona os elementos coloridos inspirados na Fórmula 1 e adota linhas mais convencionais, enquanto três câmeras no alto do para-brisa antecipam tecnologias semi-autônomas. Nas laterais, sensores extras e câmeras múltiplas reforçam a evolução.
A traseira troca o “Build Your Dreams” pelo logotipo BYD e recebe lanternas redesenhadas. As dimensões permanecem iguais às da variante Plus vendida no Brasil.
Por dentro, as mudanças são ainda mais profundas. O painel abandona a prateleira central, ganha novos comandos, carregador por indução e seletor de marchas na coluna. O quadro de instrumentos cresce para 8,8”, os bancos são reprojetados e as versões de topo oferecem saída de ar traseira e até uma pequena geladeira no console.
A linha 2026 terá três motores — 95 cv, 176 cv e 204 cv — com baterias de 45 kWh ou 60,5 kWh e recarga mais rápida. Mas a grande revolução é o God’s Eye C, pacote com 29 sensores, processador NVIDIA e recursos NOA, incluindo mudanças automáticas de faixa e estacionamento autônomo.





