Bebida perigosa? Entre os inúmeros fatores que podem comprometer o coração — sedentarismo, estresse, má higiene bucal, dietas ricas em gordura e ultraprocessados — um deles costuma passar despercebido pela rotina de muitos brasileiros: o que colocamos no copo.
E, segundo especialistas, uma das bebidas mais populares do país está no topo da lista das mais perigosas para o sistema cardiovascular.
A pior bebida para o coração, segundo especialistas
Consultado pela coluna Claudia Meireles (Metrópoles), o cardiologista Rafael Marchetti, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), é categórico: “Se tivesse que escolher uma, destacaria os refrigerantes, especialmente as versões açucaradas.” Segundo ele, essas bebidas combinam uma mistura explosiva de açúcar, aditivos químicos e, muitas vezes, cafeína, criando o cenário perfeito para desencadear doenças silenciosas — e fatais.
Os efeitos começam rapidamente. O excesso de açúcar dos refrigerantes provoca picos de glicose que sobrecarregam o pâncreas e aumentam o risco de resistência à insulina, inflamação crônica e distúrbios metabólicos. “Isso desgasta as artérias e eleva o risco de hipertensão, infarto e outras doenças cardiovasculares”, reforça Marchetti.
Os refrigerantes adoçados funcionam como agressores silenciosos do sistema cardiovascular. O grande vilão é a quantidade absurda de açúcar, muitas vezes vindo do xarope de milho com alto teor de frutose, substância associada a maior acúmulo de gordura visceral.
Mas os riscos não param no açúcar. A combinação de corantes, conservantes e aditivos químicos intensifica processos inflamatórios e pode desregular o metabolismo. O resultado é uma cascata perigosa: aumento dos triglicerídeos, formação de placas nas artérias (aterosclerose) e maior probabilidade de pressão alta, arritmias e insuficiência cardíaca.
Apesar de fazer parte da rotina de milhões de pessoas, o refrigerante — especialmente o tradicional — é visto pela cardiologia moderna como um inimigo direto da saúde do coração. Para os especialistas, reduzir ou eliminar o consumo não é apenas recomendado: é uma medida urgente de prevenção.





