Em meio à Floresta Amazônica, uma cidade surgiu e cresceu ao redor de um dos maiores tesouros minerais do planeta. Longe dos grandes centros urbanos, Parauapebas abriga uma estrutura que mudou o mapa da mineração mundial e colocou o Brasil em posição estratégica no mercado internacional de minério de ferro.
No subsolo da região está a Mina de Carajás, considerada a maior mina de ferro a céu aberto do mundo. As reservas são estimadas em cerca de 18 bilhões de toneladas, com um nível de pureza raro, que pode chegar a 67%. É esse volume colossal que sustenta a relevância econômica do local, muitas vezes chamado de “cidade escondida” no coração da Amazônia.
Mineração, tecnologia e desafios ambientais
A descoberta aconteceu de forma inesperada, no fim da década de 1960, quando geólogos identificaram a jazida durante pesquisas na região. O que era floresta praticamente intocada se transformou, ao longo das décadas, em um dos maiores complexos minerais do planeta.
Hoje, Carajás não se resume ao ferro. A área também concentra reservas de cobre, manganês, níquel, ouro e bauxita, ampliando ainda mais seu peso estratégico. Para dar conta da produção, foi criada uma das maiores estruturas logísticas do Brasil, incluindo uma ferrovia de quase 900 quilômetros que liga o Pará ao litoral do Maranhão.
A operação da mina combina escala industrial com tecnologias avançadas. Parte da extração utiliza métodos a seco e caminhões autônomos, reduzindo o uso de água e a circulação de veículos tripulados.
Mesmo assim, o desafio é permanente. Explorar um tesouro dessa magnitude dentro da Amazônia exige monitoramento ambiental constante e medidas de proteção à biodiversidade.
Com produção anual que ultrapassa 100 milhões de toneladas, Carajás abastece mercados como China





