Por geralmente ser associada a interações sociais e celebrações, a cerveja é frequentemente vista como uma “cura” para problemas como o estresse e a tristeza. Contudo, uma nova versão da bebida, desenvolvida por um virologista americano, promete apresentar uma funcionalidade realmente terapêutica.
Isso porque a invenção de Chris Buck, que trabalha no Instituto Nacional do Câncer (NCI) e é produtor caseiro de cerveja há três décadas, expande fronteiras ao transformar a bebida em um imunizante.
Utilizando leveduras geneticamente modificadas, o especialista criou uma cerveja capaz de gerar anticorpos que combatem os poliomavírus, uma família de microrganismos associada ao câncer e a problemas graves em pessoas imunodeficientes.
Impedido de realizar testes com a bebida em seu trabalho, Buck fundou a organização sem fins lucrativos Gusteau Research Corporation para averiguar a resposta imunológica e a eficácia biológica da “cerveja-vacina”.
E de acordo com informações divulgadas pelo portal Metrópoles, os testes iniciais, realizados com o próprio virologista e seus familiares, apresentaram resultados positivos sem nenhum tipo de efeito colateral, que foram divulgados na plataforma de dados Zenodo.org.
“Cerveja-vacina” divide opiniões na comunidade científica
Apesar dos dados preliminares apontarem a eficácia do imunizante alternativo, o projeto enfrenta severas barreiras para obter a revisão por pares, sobretudo devido à resistência de autoridades de saúde de validá-los pela falta de testes padronizados em laboratórios oficiais.
Além disso, cientistas consultados por periódicos especializados também manifestaram forte ceticismo quanto à viabilidade da “cerveja-vacina” diante do atual cenário de hostilidade a imunizantes em algumas regiões dos Estados Unidos.
Em contrapartida, há uma ala de pesquisadores que defende o potencial da invenção, argumentando não apenas que a administração oral de imunizantes já é uma realidade consolidada na medicina, mas também que a novidade poderia otimizar a aceitação pública às vacinas.
De acordo com as projeções de Buck, a imunização voltada aos poliomavírus constitui apenas a etapa inicial do projeto, já que sua invenção possui escalabilidade para o desenvolvimento de antígenos orais contra a gripe aviária (H5N1), cânceres causados pelo HPV e até mesmo contra o coronavírus.





