Cientistas e autoridades ambientais acenderam o alerta para a qualidade da água em áreas de banho no Sul do Brasil. A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) identificou elevada concentração de cianobactérias em pontos da Praia do Laranjal, em Pelotas, no Rio Grande do Sul, destino turístico às margens da Lagoa dos Patos.
O cenário levou à recomendação oficial para que moradores e visitantes evitem contato direto com a água até nova avaliação técnica.
Segundo dados divulgados no Boletim de Balneabilidade, foram encontradas cerca de 51 mil células de Microcystis por mililitro em dois trechos específicos, classificados como impróprios para banho. As cianobactérias, conhecidas popularmente como algas azul-esverdeadas, são microrganismos naturais de rios, lagos e lagoas, mas podem se tornar um risco quando se multiplicam de forma descontrolada.
Clima quente e ação humana favorecem o problema
Especialistas explicam que, durante essas florações, algumas espécies liberam toxinas capazes de provocar irritações na pele, problemas gastrointestinais e até efeitos neurológicos.
Crianças, idosos e animais domésticos estão entre os mais vulneráveis. Por isso, a recomendação é evitar nadar, pescar ou permitir o acesso de pets às áreas afetadas.
A proliferação das cianobactérias está associada a temperaturas elevadas, comuns no verão, e ao excesso de nutrientes na água. O lançamento de esgoto sem tratamento e o uso intensivo de fertilizantes agrícolas criam um ambiente propício para o crescimento desses organismos, reduzindo a qualidade da água e afetando o equilíbrio ambiental.
Autoridades ambientais reforçam que a população deve acompanhar os boletins oficiais antes de frequentar praias e lagoas. A orientação é observar sinais visuais, como água esverdeada, espuma ou odor forte.
O monitoramento seguirá contínuo, e novas análises indicarão quando o banho voltar a ser considerado seguro. Até lá, o cuidado é essencial para evitar riscos à saúde coletiva e preservar o meio ambiente local.





