Um vírus raro, pouco conhecido e altamente letal voltou a acender o alerta entre cientistas ao redor do mundo.
Trata-se do Vírus Lujo, um patógeno que já demonstrou um nível de mortalidade assustador: matou quatro das cinco pessoas infectadas em seu único surto registrado.
Vírus raro tem alta letalidade e preocupa especialistas
Identificado pela primeira vez em 2008, durante um surto entre Zâmbia e África do Sul, o vírus pertence à família dos arenavírus — o mesmo grupo do Vírus Lassa. Esses vírus são conhecidos por causar febres hemorrágicas graves e por terem origem zoonótica, ou seja, podem ser transmitidos de animais para humanos.
O surto começou com uma mulher de 36 anos que apresentou sintomas leves, inicialmente confundidos com gripe. Em poucos dias, o quadro evoluiu rapidamente. Ela morreu menos de duas semanas depois. Profissionais de saúde que tiveram contato direto com a paciente também foram infectados — e morreram. Ao todo, cinco casos foram confirmados, com apenas uma sobrevivente.
Os sintomas surgem entre sete e 13 dias após a infecção e incluem febre, dor de cabeça e dores musculares. Em seguida, o quadro pode piorar rapidamente, com inchaço no rosto, diarreia, dor de garganta e falhas nos sistemas respiratório e neurológico. A morte costuma ocorrer entre 10 e 13 dias após o início dos sintomas.
A transmissão entre humanos ocorre principalmente por contato com fluidos corporais, especialmente nos estágios finais da doença. Embora isso tenha limitado o surto inicial, especialistas alertam que um novo caso em áreas densamente povoadas poderia ter consequências muito mais amplas.
Até hoje, não há tratamento específico aprovado, o que aumenta a preocupação. Pesquisas recentes buscam desenvolver medicamentos e vacinas, mas o risco, ainda que raro, segue no radar global.





