Conhecido por combinar a física com a filosofia, o cientista austríaco Heinz von Foerster se consolidou como um dos arquitetos da cibernética. Mas esses não foram foram os únicos aspectos marcantes de seu trabalho.
Afinal, o especialista, que faleceu em meados de 2002, também se tornou célebre por ter utilizado fórmulas matemáticas para prever um cenário apocalíptico, projetando de forma mais precisa o período em que a humanidade enfrentaria condições catastróficas.
E é relevante destacar que, de acordo com os cálculos de von Foerster, esse momento pode estar muito próximo, já que as estimativas apontam que, no dia 13 de novembro de 2026, a vida no planeta pode se tornar desafiadora.
Isso porque, segundo os resultados, o crescimento exagerado da população mundial até a data pode resultar em uma grande catástrofe, sobretudo por esgotar recursos e, consequentemente, desencadear crises.
Portanto, segundo von Foerster, o destino da humanidade dependeria de políticas sociais voltadas não apenas à distribuição responsável de recursos mundiais de forma mais uniforme, mas também ao controle populacional para manter o número de pessoas em níveis sustentáveis.
Alarme falso? Previsão de catástrofe atrai críticas
Embora a previsão de von Foerster tenha sido apresentada com bastante exatidão, isso não impediu de que ela fosse amplamente criticada por outros especialistas, principalmente por conta de determinados recursos e eventos que surgiram com o passar do tempo.
Afinal, o modelo não considerou fatores como as mudanças na tecnologia de produção de alimentos e demografia, que acabaram servindo para contornar muitos dos problemas apontados pelo cientista austríaco.
Além disso, as taxas de fertilidade registraram uma acentuada queda nos últimos anos, o que contrariou a previsão de que a humanidade continuaria crescendo de forma ilimitada. Com isso, para cientistas contemporâneos, a projeção mostrou-se exagerada.
Apesar disso, o cálculo ainda é usado como um alerta sobre os limites do planeta, servindo de base para relatórios modernos que apontam sobre a intensificação dos riscos de que uma catástrofe ocorra por conta do uso exagerado de recursos, por exemplo.





