O Guarani Futebol Clube, tradicional time de Campinas e um dos mais antigos do futebol paulista, marcou para o dia 5 de março a votação que pode transformar o clube em uma SAF (Sociedade Anônima de Futebol). A decisão foi oficializada por meio de edital publicado aos sócios nesta semana e prevê um sistema híbrido de votação, permitindo participação presencial e on-line.
A assembleia geral ocorrerá com a presença dos associados, que terão o poder de decidir sobre a adoção do novo modelo de gestão do futebol profissional. Antes da votação final, a diretoria agendou três encontros informativos, nos dias 10 e 24 de fevereiro e em 3 de março, para esclarecer detalhes da proposta, apresentar os termos de constituição da SAF e responder às dúvidas dos sócios.
Tentativa de retomar a glória
O clube, que atualmente passa por recuperação judicial e enfrenta dificuldades no início do Campeonato Paulista, busca na mudança institucional uma forma de reestruturar sua administração e dar novo impulso ao futebol. Atualmente, o Bugre disputa a Série C, a terceira divisão do futebol nacional, muito longe de sua melhor época, onde conquistou um título brasileiro em 1978.
O processo prevê a possível venda de participação no departamento de futebol, seguindo os procedimentos estatutários necessários para alterar a forma de gestão do clube. Nos bastidores, o empresário Roberto Graziano, ligado ao Grupo Magnum e já parceiro comercial do Guarani, é apontado como um dos nomes mais fortes para assumir a gestão da nova SAF caso a proposta seja aprovada pelos sócios. Graziano já foi mencionado em fases anteriores das discussões sobre o tema e tem experiência com o clube, inclusive na gestão do estádio Brinco de Ouro.
A data de 5 de março pode marcar um divisor de águas na história do Bugre, abrindo caminho para um modelo de clube-empresa que já vem sendo discutido há meses entre conselheiros, dirigentes e a comunidade de torcedores.





